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21.11.10

Marcos Veríssimo:

Ruminando - http://ruminando.wordpress.com/

Ter estudado no Cap foi mesmo um privilégio.

5.10.10

os edifícios parecem tão altos. os pés se afundam na calçada, sob a chuva. tão fria, tão fina. a estrada tão distante. meus pés tão no chão.

leve. muito leve.


O tempo passa rápido e eu sorrio.




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- Por que você não tem atualizado o blog?
- Porque a vida toma muito tempo.


12.9.10



A paciente não reconheceu o entregador de frutas. Demonstrou evidente confusão mensal.
Obs: tentou fazer o pagamento com biscoitos.

29.8.10

O Relatório Ota do Sexo



O cartunista Ota, que entre outras coisas foi editor da MAD por mais de 30 anos, está lançando pela editora Leya Cult/Barbanegra seu livro O Relatório Ota do Sexo.
Quer um preview do livro? Tá aqui.
Quer comprar pela internet? Tá aqui.
É do Rio e quer um desconto? Pra já.

O meu vou querer com autógrafo. Comprem, leiam e depois me contem.

28.4.10

Laranjeiras durante a minha adolescência inteira, como se não bastasse a falta de ônibus a partir das nove da noite, não tinha necas para se fazer.

Agora tem vários barzinhos, dois restaurantes/pizzarias razoáveis, umas cafeterias e delicatessens bacanas, vinho e champagne. E duas boites (de garotada, mas tem). Ah, e o chorinho no dia da feira!

Mas isso tudo é beeeeem recente. Morar em Laranjeiras era como morar numa tumba.Só tinha velhinho, babá e bebê. Um saco. Continua cheio de velhinhos, babás e bebês. E garotada. Mas agora também tem pessoas interessantes em cafés charmosos. Bem melhor...

26.4.10

Sarcasmo Involuntário

"Eu hoje aprendi que se a gente não tiver dinheiro para comprar um advogado o governo dá um pra gente."

Em rede nacional! Uns 10 anos? Cara, sou fã.

7.4.10

roxo



Chuva enviesada, da esquerda para a direita. O vento de trás pra frente. E a lama da poça que o ônibus atropela. No meio desse lamaçal ocre, marrom e cinza, meu guarda-chuva roxo alegra o dia. Roxo. A cor do clero, da nobreza, da prosperidade, da depressão, das orquídeas e do luto. Na última contagem, estávamos em 120. Mas na Presidente Vargas meu guarda-chuva roxo alegra meu dia.

4.3.10

O pinguelo do Aurélio

Segundo o Aurélio, resumidamente:

Pinguelo (s.m.) - 1.(chulo) O pênis. 2. (chulo) O clitóris.

E a minha preferida:

3. Antiga designação do partido liberal monárquico e de seus sectários.

Chulo.

O problema

As calcinhas dele eram mais rendadas que as minhas.

24.2.10

O ponto do silêncio

Kandinsky:

(...) Assim, o ponto geométrico é, de acordo com nossa concepção, a derradeira e única união do silêncio e da palavra.

É por isso que o ponto geométrico encontrou sua forma material em primeiro lugar na escrita - ele pertence à linguagem e significa silêncio.

E ponto final.

19.2.10

Nada não

Já que a vida escorre vou criar mitos.

Tanta sobriedade inebria.

Pensamentos etílicos no autoexílio da lucidez.

18.2.10

15 de fevereiro de 2010

Meu Caríssimo Amigo,

Só por hoje falo o silêncio. Você está bom? Tudo vai bem? Por aqui segue o oco. Ao que parece, hoje só lembranças. Vários momentos, edição não-linear, sem pontos de interseção. Lambidas. Muitas estórias e histórias nesses poucos metros quadrados. Muito papel em branco. muito papel passado. Muito passado. Muito. Sinto muito (mentira, sinto não).

Caríssimo Amigo, lembra quando fomos? Já faz tanto tempo... muito tempo. Muito. Te digo, Caríssimo Amigo, que a caneta desliza pelo papel e é tão bom que já não importa o que sai dali. Todas as palavras já foram ditas, escritas, lidas e relidas. E refletidas. E questionadas. E revisitadas. E reinventadas. Então a caneta no papel é para cumprir a função da caneta de canetar. Do papel de arrebanhar cada rabisco. O que é do papel que não escrito? Mas então, como eu ia dizendo... não-linear. Corte-seco. Telegráficos sejamos. Tempos de MSN. Literatura em 140 caracteres: kra uq vc vai faZr? UAHUAHUAH! :) ;) :D

Caro Caríssimo Amigo, hoje te peguei na estante e lembrei de Manoel dizendo "eu não queria dizer nada". Bendito seja o Manuelês. Devemos todos Monumentar o Barros. Monumentemos o Barros!

Caro Caríssimo Amantíssimo Amigo: não pulo carnaval, não sou carne de sol e pouco me importa a inexistência dos vinte e dois desocupados que gastam noventa minutos correndo atrás de uma bola. Eles estão com a vida ganha com seus salários milionários, suas aflicetas oxigenadas e seus rebentos extraconjugais com pensões estratosféricas. Eu, extasiada com tanta repetição: o futebol é uma caixinha de surpresas, agente damos tudo pelo time e pelo popozão da mulher fruta consumidora padrão de Blondor. Agente vestimos a camisa, mas agente não vestimos camisinha. Agente vestimos aparelho nos dentes. Agente somos foda! Somos penta! É-CAM-PE-ÃO!

Caríssimo amigo, não devolvi o seu CD e nem vou devolver. E nem lamento. Bota na conta. Na conta do tempo, na conta da intimidade, na conta, na conta. Bota na conta.

Tenho pensado muito no silêncio. Tenho vivido o silêncio. Vestido, sorvido, engolido, deglutido o silêncio, silenciosamente. Acho que lá da esquina dá pra ouvir esse silêncio todo reverberando em graves e agudos, em graves e agudos, em graves e agudos - ritornello.

||: Acho que lá da esquina dá pra ouvir esse silêncio todo reverberando em graves e agudos, em graves e agudos, em graves e agudos - ! :||

Essa noite o silêncio mordeu minha virilha, passou a mão na minha bunda e mordeu a minha nuca. O silêncio me comeu. E eu gostei. O silêncio é foda.

Meu amado amantíssimo Caro Amigo, saudades de você, do BG, dos porres homéricos (diz um amigo que certas palavras só existem em função de uma outra específica. Por exemplo: porre homérico. Não existe sono ou fome homérica. Homérico só o porre. Pra mim, a fome é de cão). Mas o BG e os porres homéricos não me cabem mais. Cabem você, as estórias, as histórias, as lembranças e as lambidas.

Carerérrimo Amigo, sinto sua falta e dos dias de dezoito anos atrás.

Beijo na bunda,

Amém