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23.4.09

Da qui prá frente...

Daqui pra frente, tudo vai ser diferente...


Adotei esse trecho da canção de Roberto e Erasmo como meu lema para 2009. Nem que seja para descobrir que eu preferia como era antes. Inclusive os erros. Estamos em abril e, até agora, tudo certo.

Com isso, estou acordando às 6:20 e às 7:00 já estou na academia. Sim, a boêmia de alma agora acorda e malha cedo, muito cedo. Sinceramente? Estou achando esquisitíssimo. As duas da tarde me sinto como se já fosse meia noite e minha cabeça me prega uma peça bizarra: me lembro da aula como se tivesse sido na véspera.

Amores. Diferentes também. Ok, não chegam a ser amores. Peguetes. Aha, sim! Agora eu tenho... Peguetes! E tudo quase ao contrário do meu histórico sentimental. São mais novos, não são lá muito afeitos à leitura, veem Big Brother (e não sabem quem foiGeorge Orwell), gostam de raves, etc. E quer saber? Estou adorando. Não quero discutir a gestalt do objeto, não quero ir ao MAM, não quero discussões inteligentes. Aliás, não quero discussões. Ano sabático no que diz respeito a intelectualices (ui! neologismei ou errei mesmo?). Só quero que a criatura seja espontânea, que me faça rir. E que seja potente, claro. Claro também que continuo a mesma, então tem aquele peguete por quem sou quase apaixonada e aquele amor antigo que ainda me balança. Mas estou firme na decisão de experimentar. E experimentar diferente.

Trabalho. Bem, aí não dá para escolher muito. Pintou a gente pega. Mas, mesmo com contas para pagar, estou evitando aqueles que cheiram a problema.

Aliás, falando em problema e cheiros, estou evitando quem cheira a problema, quem cheira a loucura.

Estou fazendo muito faxina. Jogando fora. E não é só lixo não. Lembranças e pessoas também. Parece cruel? Não, não é não... Jogamos fora e somos jogados também. Tem gente que tem que ficar no passado e lembranças que devem sobreviver só na nossa cabeça. Nada de guardar certas cartas, objetos, presentes. Ok, ok, foto pode. Jogar fora às vezes é apenas um ato de libertação. O que na verdade é o que venho fazendo. Venho me libertando e me liberando. Estou me dando alforria. Certas situações não têm solução. Algumas pessoas não mudam. Ou não mudam em certos aspectos que são justamente os que nos incomodam. Todo mundo é assim. Eu inclusive.

Outro dia um queridíssimo (que anda sumido, será que me jogou fora?) falou: você nunca mais escreveu um poema. Não, querido, escrevi sim. Só não mostrei para você. E não publiquei no blog. Por quê? Porque estou em momento de maturação. Dos poemas, das escolhas.

Porque não basta ser diferente. Tem que ser pra valer.

Daqui prá frente
Tudo vai ser diferente
Você tem que aprender
A ser gente
Seu orgulho não vale
Nada! Nada!...


15.4.09

Lugar de maluco é no hospício

Cuidado, muito cuidado com o louco de pedra, disfarçado de maluco do bem, que se esconde atrás das boas memórias afetivas construídas em amizades de infância, do tempo da escola.

Esses são os piores. Usando como máscara o afeto das boas lembranças, vão criando redes de intriga de ruborizar de inveja os autores das mais rocambolescas novelas mexicanas e, como se não bastasse, quando menos se espera, mordem sua jugular. Porque vivem da energia vital dos outros.

Certas amizades devem mesmo ficar no passado.

Uma pena. Uma pena que aquela pessoa não exista mais e tenha se transformado em mais uma criatura desequilibrada que te telefona de tempos em tempos: alguns telefonemas para trocar confidências, como se o último encontro tivesse sido ontem; outros para berrar histericamente e tentar te responsabilizar pelas frustrações e relações fracassadas que carrega.

Chato, não é mesmo? Pois então, quando uma dessas pessoas aparecer na sua frente nem pense. Fuja!

E para a que invadiu o meu dia hoje, ocupando meu tempo e minha linha telefônica, que fique aqui o registro: não me procure mais, não me telefone, não me mande e-mails ou torpedos. Finja que não me viu se nos encontrarmos na rua. Não me cumprimente.

Não sou sua psiquiatra muito menos seu saco de pancadas.

E passe bem.

7.4.09

Tomara que chova
uma chuva bem fininha
prá molhar a sua cama
e voçê dormir na minha
*

quando passa de meia noite ele sai pra jogar o lixo de cuequinha.
adoro quando ele sai pra jogar o lixo.



*Chuva Fininha, de Roberto e Meirinho