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24.11.06

Eclipse



Chovo todas as manhãs
A noite meus olhos eclipsam

O ventre sem função ecoa
Solidão, silêncio, solidão

Observo o rasgo de luz no chão do quarto
Assim como eu, razo

O rasgo de luz não mostra o caminho
Não indica direção
Só um talho e nehuma inspiração.

Os caninos furam os lábios
O sangue escorre e comprova
Há vida nesse corpo inerte

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