Choro Bandido - Chico Buarque
Composição: Edu Lobo / Chico Buarque
Mesmo que os cantores sejam falsos como eu
Serão bonitas, não importa
São bonitas as canções
Mesmo miseráveis os poetas
Os seus versos serão bons
Mesmo porque as notas eram surdas
Quando um deus sonso e ladrão
Fez das tripas a primeira lira
Que animou todos os sons
E daí nasceram as baladas
E os arroubos de bandidos como eu
Cantando assim:
Você nasceu para mim
Você nasceu para mim
Mesmo que você feche os ouvidos
E as janelas do vestido
Minha musa vai cair em tentação
Mesmo porque estou falando grego
Com sua imaginação
Mesmo que você fuja de mim
Por labirintos e alçapões
Saiba que os poetas como os cegos
Podem ver na escuridão
E eis que, menos sábios do que antes
Os seus lábios ofegantes
Hão de se entregar assim:
Me leve até o fim
Me leve até o fim
Mesmo que os romances sejam falsos como o nosso
São bonitas, não importa
São bonitas as canções
Mesmo sendo errados os amantes
Seus amores serão bons
Fé cega, faca amolada - Roupa Nova
Composição: Milton Nascimento - Fernando Brant
Agora não pergunto mais aonde vai a estrada
Agora não espero mais aquela madrugada
Vai ser, vai ser, vai ter que ser, vai ser faca amolada
O brilho cego de paixão e fé, faca amolada
Deixar a sua luz brilhar
e ser muito tranquilo
Deixar o seu amor crescer
e ser muito tranquilo
Brilhar, brilhar, acontecer.
brilhar faca amolada
Irmão, irmã, irmã, irmão
de fé, faca amolada
Plantar o trigo e refazer
o pão de cada dia
Beber o vinho e renascer
na luz de todo dia
A fé, a fé, paixão e fé
a fé, faca amolada
O chão, o chão, o sal da terra
o chão, faca amolada
Deixar a sua luz brilhar no pão de cada dia
Deixar o seu amor crescer na luz de todo dia
Vai ser, vai ser, vai ter que ser, vai ser muito tranquilo
O brilho cego de paixão e fé, faca amolada
Paula e Bebeto - Milton Nascimento
Composição: Milton Nascimento e Fernando Brant
Ê vida, vida, que amor brincadeira, à vera
Eles se amaram de qualquer maneira, à vera
Qualquer maneira de amor vale à pena
Qualquer maneira de amor vale amar
Pena, que pena, que coisa bonita, diga
Qual a palavra que nunca foi dita, diga
Qualquer maneira de amor vale aquela / amar / à pena / valerá
Eles partiram por outros assuntos, muitos
Mas no meu canto estarão sempre juntos, muito
Qualquer maneira que eu cante este canto
Qualquer maneira me vale cantar
Eles se amam de qualquer maneira, à vera
Eles se amam é prá vida inteira, à vera
Qualquer maneira de amor vale o canto
Qualquer maneira me vale cantar
Qualquer maneira de amor vale aquela
Qualquer maneira de amor valerá
Pena, que pena, que coisa bonita, diga
Qual a palavra que nunca foi dita, diga
Qualquer maneira de amor vale o canto / me vale cantar
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29.12.06
26.12.06
O Natal Nosso de Cada Dia
Rabanada, peru, presunto, chester
Champagne (?), vinho vagabundo, cidra cereser
Nozes, avelãs, promessas vãs
Festa teatral importada
Todos fingimos e não mudaremos em nada
Champagne (?), vinho vagabundo, cidra cereser
Nozes, avelãs, promessas vãs
Festa teatral importada
Todos fingimos e não mudaremos em nada
20.12.06
Raízes
Procuro minhas raízes:
estão em você, minha terra firme e fértil.
São sólidas, firmes.
Meu caule, sinuosoinsinuante, translúcido
demonstra a matéria-seiva de que sou feita.
Selvagem, úmida, viscosa, envolvente.
Sou sedução, vida e ego.
Trago vida em mim e me realimento em fotossíntese narcísica:
não é a luz do sol, mas a luz que vem dos meus olhos, que me mantém viva
e limpa o ar a minha volta.
Sou a essência do natural:
selvagem e vital.
Autofágica para preservação da vida.
Início, meio e fim.
Sou você e você está em mim.
17.12.06
Exponho sem pudor chagas no papel, para que tenham liberdade de cicatrizar no corpo e na alma.
::::::::::::::::::::
Dezembro de 2006. Observo os fantasmas dos baixos da vida, vivendo em uma dimensão paralela que se passa na década de 80, sob holofotes imaginários. Coitados. Culturalmente mortos.
::::::::::::::::::::
A renovação não está por vir. É fato já. Por vir, é quem vai ou não ficar.
Ele e eu
Ele tem mãos e pés enormes.
Eu tenho cara de criança.
Ele é de uma veemência indignada.
Eu sou de uma indignação malcriada.
Ele aparenta sobriedade (tá bom...).
Eu aparento timidez (então tá...).
Ele adora ser mimado.
Eu adoro mimar.
Ele gosta de animais e do sol.
Eu gosto de gatos e funciono a luz da lua.
Ele não sabe passar e-mail.
Eu durmo melhor quando ele liga pra dar boa noite.
Ele é cheiroso. Mal criado. Voluntarioso.
Eu só penso que ele é cheiroso, cheiroso, cheiroso.
só pensando alto
Eu tenho cara de criança.
Ele é de uma veemência indignada.
Eu sou de uma indignação malcriada.
Ele aparenta sobriedade (tá bom...).
Eu aparento timidez (então tá...).
Ele adora ser mimado.
Eu adoro mimar.
Ele gosta de animais e do sol.
Eu gosto de gatos e funciono a luz da lua.
Ele não sabe passar e-mail.
Eu durmo melhor quando ele liga pra dar boa noite.
Ele é cheiroso. Mal criado. Voluntarioso.
Eu só penso que ele é cheiroso, cheiroso, cheiroso.
só pensando alto
13.12.06
Tava na cara
Um tanto de realidade na lata
Um tanto de verdade na veia
Um tanto de sangue na cara
E não me falam os fatos
o que já não sei
Não me falam os fatos
nem os falos
Deitei e não escutei
Sufoquei o que senti
Anestesiei o que não vivi
Engoli os sapos
Encarei todas as pedras nos sapatos
E voltei pra casa com meus amores gastos
No silêncio, no quarto
eu e ela – a cretina no espelho
encaramos a intrusa falsária:
travestida de reflexão, se dizia verdade.
Mas a verdade, eu já sabia,
tava na lata
tava na veia
tava na cara
Um tanto de verdade na veia
Um tanto de sangue na cara
E não me falam os fatos
o que já não sei
Não me falam os fatos
nem os falos
Deitei e não escutei
Sufoquei o que senti
Anestesiei o que não vivi
Engoli os sapos
Encarei todas as pedras nos sapatos
E voltei pra casa com meus amores gastos
No silêncio, no quarto
eu e ela – a cretina no espelho
encaramos a intrusa falsária:
travestida de reflexão, se dizia verdade.
Mas a verdade, eu já sabia,
tava na lata
tava na veia
tava na cara
12.12.06
Dormir com a sensação boa de que tudo foi resolvido (mesmo quando esse "tudo" é só uma pequena mas significativa parte).
Tomar aquele banho maravilhoso se preparando pra se deitar. Só isso, dormir. Deitar na sua cama, no seu quarto, com a tranquilidade de saber que apesar dos pesares - e dos clichês - aquele espaço ali é seu. Só entra(m) aquele(s) para quem você abrir a porta. Tem dias que o melhor lugar é a nossa casa. E como isso é bom!
9.12.06
O negócio é falar difícil
...encontrei a progenitora semovente do de cujus, que deve estar comendo capim pela raiz de bruçus!...
Minha vida literária jamais será a mesma depois que conheci a Mani. Agora estou falando muito mais bonito. E me divertindo muito mais!!!
Minha vida literária jamais será a mesma depois que conheci a Mani. Agora estou falando muito mais bonito. E me divertindo muito mais!!!
5.12.06
Gostei sim, bobo
Ah moço, achou que eu não gostei... Que decepção... Gostei sim, só que o meu gostar é diferente do seu.
Adoradores de Joe
"No sinal é tudo burro eu peço dinheiro dizendo que sou maluco e eles me dão... é porque eles não sabem a diferença entre neurótico e psicótico. hahahahahahaha."
Joe
2.12.06
Bruno Cattoni
Meu poeta preferido agora está online! Sim, é verdade: www.brunocattoni.com
Vá lá, saiba sobre o Festival Poesia Voa/Direitos Humanos (do qual ele é curador); saiba sobre sua obra, mande seu recado.
E olha, tá só começando...
Vá lá, saiba sobre o Festival Poesia Voa/Direitos Humanos (do qual ele é curador); saiba sobre sua obra, mande seu recado.
E olha, tá só começando...
1.12.06
29.11.06
Te vejo 6ª no Castelinho
O que: Sarau poético UM Castelo de Palavras
Quando: 6ª feira, 1º de dezembro, das 18h às 22h.
Onde: Castelinho do Flamengo, na Praia do Flamengo - 158. RJ
Quem: Augusto Dias, José Henrique Calazans, Priscila Andrade, Rita Maria de Lacerda (poesia);
Ramon Mello e Francis Lunguinho (crônica);
Cláudia Singer (música)
Formandos da Oficina Literária Novos Autores
Coordenação: João Pedro Roriz
Quanto: Gratuito
Todos os poetas presentes poderão participar do sarau e declamar as suas poesias para o público.
Durante o evento, a Editora Relume Dumará fará o lançamento do livro “Mário Quintana”.
O Sarau UM CASTELO DE PALAVRAS tem o apoio da Prefeitura do Rio de Janeiro e do site www.cronicascariocas.com.br.
Informações: (21) 2285-1355 / (21) 9217-7105.
jproriz@hotmail.com
Quando: 6ª feira, 1º de dezembro, das 18h às 22h.
Onde: Castelinho do Flamengo, na Praia do Flamengo - 158. RJ
Quem: Augusto Dias, José Henrique Calazans, Priscila Andrade, Rita Maria de Lacerda (poesia);
Ramon Mello e Francis Lunguinho (crônica);
Cláudia Singer (música)
Formandos da Oficina Literária Novos Autores
Coordenação: João Pedro Roriz
Quanto: Gratuito
Todos os poetas presentes poderão participar do sarau e declamar as suas poesias para o público.
Durante o evento, a Editora Relume Dumará fará o lançamento do livro “Mário Quintana”.
O Sarau UM CASTELO DE PALAVRAS tem o apoio da Prefeitura do Rio de Janeiro e do site www.cronicascariocas.com.br.
Informações: (21) 2285-1355 / (21) 9217-7105.
jproriz@hotmail.com
28.11.06
Descaminho
... e tanta coisa ficou pelo caminho...
tanta resposta que não foi pedida
tanta pergunta que não foi escutada
e no fim, nem fez diferença
porque só era desejado o olhar cúmplice e sincero
que não precisa ser dito, escutado
é um estar de coisas, um sentimento aplacado
um olhar que traz um sorriso completo, terno
porque ali se sabe, naquele momento silencioso
que os fatos estão consumados
que o presente fugidio por um instante é eterno
mas o olhar não veio, nem mandou recado
vieram respostas perdidas
perguntas atiradas
e um sorriso cínico
que falava de um amor que não foi amado
tanta resposta que não foi pedida
tanta pergunta que não foi escutada
e no fim, nem fez diferença
porque só era desejado o olhar cúmplice e sincero
que não precisa ser dito, escutado
é um estar de coisas, um sentimento aplacado
um olhar que traz um sorriso completo, terno
porque ali se sabe, naquele momento silencioso
que os fatos estão consumados
que o presente fugidio por um instante é eterno
mas o olhar não veio, nem mandou recado
vieram respostas perdidas
perguntas atiradas
e um sorriso cínico
que falava de um amor que não foi amado
24.11.06
Eclipse
Chovo todas as manhãs
A noite meus olhos eclipsam
O ventre sem função ecoa
Solidão, silêncio, solidão
Observo o rasgo de luz no chão do quarto
Assim como eu, razo
O rasgo de luz não mostra o caminho
Não indica direção
Só um talho e nehuma inspiração.
Os caninos furam os lábios
O sangue escorre e comprova
Há vida nesse corpo inerte
Bad hair day? Bobagem! Isso não é nada...
Despejei o macarrão na pia e não no corredor, depois de ter queimado as mãos com o vapor.
Roubaram meu celular dentro de um banco (tá, eu sei, não precisa falar..., mas é verdade).
Fui até o shopping - isso,aquela caixa fechada de fazer maluco) para ver com a Tim se era possíbel bloquear a utilização da linha e o acesso à agenda; depois, por novo chip com o número antigo, já sem restrições.
Entro no shopping furiosa (tenho uma ligação emocional com as minhs coisas, sorry, essa sou eu) e dou de cara com que? Hum? Com quem?
Sim, minha ex-sogra e sua cara de buldogue eunuco. Estava com uma blusa-quase-vestido verde alface. Cantei um mantra que criei na hora (alface obesooooooo, alface obesooooooo etc.) e tracei uma reta direto, sem olhar para trás, pro quiosque da Tim. Em tese estrá tudo resolvido quando eu comprar ou ganhar (quem se habilita? er... bem... uma ação entre amigos? ;)) um aparelho novo. Tim. É a única coisa que funciona aqui em casa e eu trabalho em casa. Afff
Então tá. Vão dormir.
Fiquem bem.
Roubaram meu celular dentro de um banco (tá, eu sei, não precisa falar..., mas é verdade).
Fui até o shopping - isso,aquela caixa fechada de fazer maluco) para ver com a Tim se era possíbel bloquear a utilização da linha e o acesso à agenda; depois, por novo chip com o número antigo, já sem restrições.
Entro no shopping furiosa (tenho uma ligação emocional com as minhs coisas, sorry, essa sou eu) e dou de cara com que? Hum? Com quem?
Sim, minha ex-sogra e sua cara de buldogue eunuco. Estava com uma blusa-quase-vestido verde alface. Cantei um mantra que criei na hora (alface obesooooooo, alface obesooooooo etc.) e tracei uma reta direto, sem olhar para trás, pro quiosque da Tim. Em tese estrá tudo resolvido quando eu comprar ou ganhar (quem se habilita? er... bem... uma ação entre amigos? ;)) um aparelho novo. Tim. É a única coisa que funciona aqui em casa e eu trabalho em casa. Afff
Então tá. Vão dormir.
Fiquem bem.
18.11.06
O problema é não ser da mesma década!
Gatim olha pra mim, faz charme. Gatim tem um biótipo... hã... "Malhação". Gatim tem barba serrada. Gatim entorna chopes e chopes. Eu tomo uma Coca.
Sei lá porque diabos o Inconveniente que já devia ter ido embora interrompe a conversa (de novo) pra perguntar pra Gatim:
- Você, por exemplo, nasceu em que ano?
- 84.
Esguichei metade da Coca na hora. Sem querer. Na cara do Gatim.
A outra metade? Ah... me engasguei, claro.
Sei lá porque diabos o Inconveniente que já devia ter ido embora interrompe a conversa (de novo) pra perguntar pra Gatim:
- Você, por exemplo, nasceu em que ano?
- 84.
Esguichei metade da Coca na hora. Sem querer. Na cara do Gatim.
A outra metade? Ah... me engasguei, claro.
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