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7.4.10

roxo



Chuva enviesada, da esquerda para a direita. O vento de trás pra frente. E a lama da poça que o ônibus atropela. No meio desse lamaçal ocre, marrom e cinza, meu guarda-chuva roxo alegra o dia. Roxo. A cor do clero, da nobreza, da prosperidade, da depressão, das orquídeas e do luto. Na última contagem, estávamos em 120. Mas na Presidente Vargas meu guarda-chuva roxo alegra meu dia.

18.10.09

Vinis Mofados, de Ramon Mello

O quê: Lançamento do livro Vinis Mofados, de Ramon Mello

Onde: No Brecho de Salto Alto.
Rua Siqueira Campos, 143, sl. 44/2º andar
Copacabana, Rio de Janeiro, RJ

Quando: Dia 20 de outubro de 2009, terça-feira
às 19h30

Como: Com a playlist de João Paulo Cuenca

VINIS MOFADOS

resolvi organizar
a bagunça na estante:

palavras empoeiradas
fotografias letras de
música vinis mofados

e uma coleção de
romances fracassados



Nesta terça-feira Ramon Mello, meu parceiro de FL@P! e coletivo|RIOSEMDISCURSO, lança seu Vinis Mofados em Copa.

Programação obrigatória: vá!

Te espero lá.

27.4.07

Jasmim Manga

Essa terça, dia 24, os irmãos Tornaghi convidaram a Thereza Christina Motta para, com o pessoal do Ponte de Versos, homenagear Hilda Hilst, que morreu em 2004.

Lá pelas tantas, Chama e Fumo, de Manuel Bandeira, na voz do Eduardo Tornaghi, me deixou ainda mais satisfeita com a noite tranquila, de harmonia mesmo.

Então compartilho aqui o poema, já que a noite e o clima... só se vocês aparecerem por lá na terça que vem. Vale a pena!

CHAMA E FUMO

Amor - chama, e, depois, fumaça...
Medita no que vais fazer:
O fumo vem, a chama passa...

Gozo cruel, ventura escassa,
Dono do meu e do teu ser,
Amor - chama, e, depois, fumaça...

Tanto ele queima! e, por desgraça,
Queimado o que melhor houver,
O fumo vem, a chama passa...

Paixão puríssima ou devassa,
Triste ou feliz, pena ou prazer,
Amor - chama, e, depois, fumaça...

A cada par que a aurora enlaça,
Como é pungente o entardecer!
O fumo vem, a chama passa...

Antes, todo ele é gosto e graça.
Amor, fogueira linda a arder
Amor - chama, e, depois, fumaça...

Porquanto, mal se satisfaça,
(Como te poderei dizer?...)
O fumo vem, a chama passa...

A chama queima... O fumo embaça.
Tão triste que é! Mas... tem de ser...
Amor?... - chama, e, depois, fumaça:
O fumo vem, a chama passa...

Teresópolis, 1911.


O quê:
Poesia

Com quem:
irmãos Tornaghi e convidados

Onde:
Jasmim Manga
Largo dos Guimarães, 143

Quando:
Terça-feira - Sempre!
das 19h30 às 23h30